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Dijon: região da Borgonha, dos vinhos, da mostarda e um dos centros culturais mais importantes da França.

Dijon é a capital (préfecture) do departamento da Côte-d’Or, na região da Borgonha-Franco-Condado, ou Bourgogne-Franche-Comté, famosa pela rota dos vinhos, da mostarda Dijon e cidade natal de Gustave Eiffel. Dijon está situada a 310 km de Paris e é uma das mais belas e importantes regiões da França. Confira! 😍

A cidade possui pouco mais de 150 mil habitantes, e é considerada, depois de Paris, umas das mais importantes em arquitetura, obras de arte e monumentos como igrejas e palácios.

Em dezembro de 2013, fiz o trajeto de carro até lá. Havia saído de Genebra, na Suíça (falarei em outro post), com destino a Paris, e planejei dormir uma noite na cidade, por dois motivos: primeiro, era caminho de volta e fiquei bem empolgado com a possibilidade de passar ali, e que, em segundo, apenas uma passagem rápida de uma tarde cansativa e corrida não seria legal, já que gostaria de conhecer e passear um pouco pelo lugar, sem falar que o percurso Paris-Genebra (e vice-versa) achei um pouco cansativo, com mais de 500 km de chão.

De Genebra a Dijon são 194 km, que fiz em 2h40, com pedágio de € 5,70 (atualizado/2018), mas saindo de Paris, são 318 km, pela estrada A6 (autoroute) e depois pela A38, com € 18,70 de pedágio (atualizado/2018). Outras formas de como chegar, saindo de Paris, falarei no final do post.

Não se esqueça dos pedágios pela Europa, se fizer trajetos de carro, pois eu não calculei esses “pequenos detalhes” e foram gastos não-planejados que tive a mais. Na Suíça, por exemplo, não há pedágios, mas para utilizar carros de outros países, da União Europeia, é obrigatório o adesivo/selo de imposto anual, chamado de Vignettes, que custam cerca de CHF 40 (francos suíços) ou € 34. Se for passar pela Suíça, veja se sua locadora possui esse adesivo, pois eu não fazia ideia sobre isso e só fiquei sabendo depois, correndo o risco de levar uma multa. É possível encontrar o adesivo em qualquer posto de gasolina, correios, entre outros. (clique aqui para ver).

Apuros à parte, para não perder o costume, cheguei a Dijon no final da manhã do dia 30/12 e fazia um frio de rachar a cara: apenas 2ºC. Hospedei-me no Ibis Dijon Gare, que fica a 1,6 km do centro, em frente à estação de trem, e tinha estacionamento.

Estacionamento do Ibis Dijon Gare

Antes de ir à capital da Borgonha, pesquisei sobre o que fazer pela cidade em 1 dia e descobri que era possível percorrer, a pé, os principais pontos da cidade praticamente em 2 horas, pois a Administração local colocou plaquinhas de corujinhas de bronze nas ruas e calçadas, sinalizando um trajeto turístico dos principais pontos da cidade que você deve percorrer, seguindo a setinha. (Parcours de la Chouette – Percurso da Coruja). São 22 pontos turísticos para visitar, em 3 km.

CURIOSIDADES SOBRE A CORUJA

Pesquisando algumas coisas no Google, encontrei uma resposta para a duvida sobre a qual eu também tinha! Por que razão a coruja é símbolo de Dijon?

 

Pois bem. Como dito, a coruja é símbolo da cidade, de ponto turístico, além de mascote do time de futebol local. Mas ninguém por lá também sabia o porquê dessa ave, nem sua origem. Muitas lendas foram criadas em cima disso, como, por exemplo, a suposta assinatura do arquiteto que construiu a igreja de Notre-Dame, em Dijon, fazendo referência ao emblema de Atena, que representa sabedoria, entre vários outros significados que foram surgindo.

 

Recentemente, em 2017, esse mistério foi desvendado, por meio de muita pesquisa, durante 2 anos, por Bertrand Carlier, um jornalista dijonnais, que conta em seu livro “La véritable histoire de la chouette de Dijon” (A verdadeira história da coruja de Dijon).

Photo © Bertrand Carlier – Jondi

O fato é que, desde o século XV, período da Guerra dos Cem Anos, guerra civil entre Armagnacs e Burgundians, a igreja católica ficou sem um papa. A coruja, então, se refere a um evento muito específico acontecido em Roma, representando a reencarnação do Espírito Santo.

 

O símbolo foi levado pela igreja católica, passando por Lyon, durante seis séculos de história, entre Duques da Bourgogne, guerras civis (como disse acima), o Grande Cisma do Ocidente, o Reino da França e a Revolução. Os detalhes são contados todos nos livros, e, infelizmente, não encontrei um texto, ou algo específico, que entrasse em detalhes. Só lendo o livro mesmo. Mas a história é basicamente essa.

Curiosidades à parte, infelizmente perdi a maioria das minhas fotos dessa época, já dito isso em postagens anteriores, mas fazendo uma busca em alguns sites, consegui uma listagem de alguns principais desses 22 pontos, que valem a pena conhecer.

PERCURSO DA CORUJA

Place Grangier

Bourbon Pointu (cafeteria)

Les Halles (um mercadão)

Igreja de Notre-Dame

La Chouette, A Coruja

Palais des Ducs de Bourgogne / Tour Philippe le Bon Palácio dos duques da Borgonha, e a Torre “Philipe, o Bom”, príncipe da Borgonha, no século XV.

Interessante sobre Philippe III é que ele se casou com Isabel de Portugal (duquesa da Borgonha). Para quem gosta de história de reis, rainhas, reinados, e essas paradas, como eu, a França é um prato cheio.

Musée des Beaux-Arts (Museu de Belas Artes)

Maison Mulot

Tradicional, e mais antiga, fábrica de pain d’épice (pão de especiaria, que pode ser com mel, gengibre, canela, cravo, laranja etc) de Dijon, desde 1796.

Maison Maille

A loja da mais famosa mostarda de Dijon, encontrada no mundo todo! Aqui mesmo, em Campo Grande, facilmente encontra no Comper, Carrefour, Extra etc, das mais diversas variedades. (gosto da l’Ancienne)

Porte Guillaume

Sur la route des Grands Crus – A rota dos grandes vinhos

Château d’Entre-Deux-Monts – Castelo Entre-Dois-Montes

A região da Borgonha é um lugar incrível, com peculiaridades próprias e uma rica história, cultura, gastronomia e muita produção de vinhos. Pelo pouco tempo que passei, fiquei com gostinho de querer voltar. A vontade era de trazer tudo o que via, desde mostardas, geleias, doces, vinhos e tudo o que Dijon oferece, mas tive de pensar também no peso da mala e o quanto isso tudo me custaria. 😂

Ah, uma curiosidade sobre as mostardas é que os grãos não são totalmente produzidos na Borgonha, sendo importados cerca de 80% do Canadá e de outros países. No entanto, a fabricação tradicional da mostarda é na própria Borgonha.

Em relação aos vinhos, as uvas dessa região são conhecidíssimas e seus vinhos exportados para o mundo todo, feitas com uvas Pinot Noir e Gamay (para tintos), e Aligoté e Chardonnay (para brancos). Há diversos sites e blogs que você pode encontrar no Google, indicando como fazer essa rota dos vinhos, com várias dicas pelas vinícolas e cidades na região.

 

OUTROS LUGARES

Église Saint-Michel

Cathédrale Saint-Bénigne

Parc Lac Kir

Jardin Darcy

Por fim, minha rápida passagem por Dijon foi essa. Apesar de não ter conseguido resgatar as fotos que eu queria, fica minha experiência nesse lugar, o qual gostaria de voltar, certamente, para fazer o passeio pelas vinícolas. É uma ótima esticada para quem quer sair de Paris.

No outro dia, cedinho, véspera de réveillon, fazia 0ºC. Era hora de voltar a Paris. Pensa no frio do carai: zero grau! 😰😰😰

RESUMO
  • Como chegar, saindo de Paris: TGV pela Gare de Lyon até Dijon-Ville. O tempo médio é de 1h30, e em média € 30,00, mas o preço varia bastante, para mais ou menos, dependendo da antecedência da compra. Consulte na Rail Europe.
  • Hotel Ibis: 1 noite € 100,00 (nos hotéis Ibis sempre cabem duas ou até 3 pessoas; dividindo esse valor, fica bem em conta), com café da manhã
  • Aluguel de carro: Avis, Europcar, Alamo, Hertz, podendo fazer a cotação no Rent Cars.
  • Cotação de pedágio e gasolinaMappy FR
  • Restaurantes em Dijon
  • Percurso da coruja (guiado em português): a partir de € 3,50 – Office de Tourisme
 * As imagens que não possuem marca d’água do blog, foram retiradas do Google Imagens.
Assista a este vídeo, mostrando quase todos esses lugares 😁

Até à próxima! 🙂

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