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Petrópolis: o que fazer na cidade de Pedro e da família Imperial do Brasil + Itaipava (3 dias)

O post de hoje é sobre Petrópolis RJ, uma bela cidade que respira ares do Brasil Império. Trouxe alguns passeios que fiz em junho de 2019. Espero que alguns dos pontos que visitei sirva para lhe ajudar com o seu roteiro pela cidade. Bora conferir?

Já estava pensando em ir a Petrópolis há algum tempo, e a vontade cresceu ainda mais depois que minha irmã foi para lá e pude ver as belas fotos. Planejei um feriado aqui em Campo Grande, como de praxe, para que eu pudesse encontrar um preço bom no aéreo até o Rio. Se você mora aqui em Campo Grande, ou ainda que seja de outro Estado, é sempre bom ficar de olho nos feriados regionais, já que podemos encontrar bons preços de passagens, diferente de quando o feriado é nacional, porque o preço fica nas alturas.

O feriado escolhido foi de 13 junho, que aqui em CG é dia de Santo Antônio (padroeiro da capital), que caiu numa quinta-feira. Sempre fico de olho nos feriados do ano inteiro praticamente, inclusive do próximo ano. Daí só ficar monitorando preços rsrs.

Passagens compradas, o plano começou. A intenção foi de ficar 3 noites e 4 dias, contando com ida e volta, em Petrópolis.

Petrópolis é uma cidade que fica a 70 km do Rio de Janeiro, na região metropolitana, e é conhecida como Cidade Imperial. Segundo alguns dados do IBGE, sua população no ano de 2018 era de 305.687 habitantes segundo a estimativa do IBGE (Wikipedia).

Quando pensava em Petrópolis, não imaginava que tivesse cerca de 300 mil habitantes. Foi um detalhe que não observei, pois achei que seria uma cidade bem pequena, com uns 50 a 100 mil. Só tive essa surpresa depois do trânsito que enfrentei por lá, e das curvas que nunca acabavam pelos bairros. Fui pesquisar e tomei um susto.

Se você tem pouco tempo por lá, e está saindo do Rio de Janeiro, recomendo que alugue um carro, pois terá autonomia para rodar para onde quiser e na hora que quiser. Fiz a locação pela Hertz, saindo do Santos Dumont. Foi bem tranquilo.

Pé na estrada sentido à região serrana, e depois de mais ou menos 1 hora cheguei. Um detalhe importante é alugar uma hospedagem que tenha estacionamento, porque se tiver de carro vai sofrer pra caramba com o parquímetro de lá (Digipare).

Escolhi o hostel Vin Imperial, alugado no Booking. Estava com um ótimo preço, localização e as acomodações pareciam boas. A cama não era tão confortável, mas o ponto positivo desse lugar certamente é a localização e o café da manhã que é bem farto, digno de um bom hotel.

Como não me atentei para a possibilidade de haver cobrança de parquímetro em Petrópolis, acabei saindo no prejuízo com isso, pois o hostel em que eu fiquei não tinha estacionamento, e pelo fato de ser uma cidade colonial, pensei que seria pequena e nem teria esse tipo de desserviço. Chegando por lá, logo recebi uma notificação ao deixar o carro na frente do hostel. Há amarelinhos por todos os cantos da cidade. Trocando uma ideia com a guria do hostel , ela me disse até que isso era um espanta-turista, pois ao invés do poder público incentivar, ou oferecer algum benefício para o turista, isso acaba até espantando. Então, uma dica preciosa: se for de carro, procure algo que tenha estacionamento. Lembro-me de que gastei muito dinheiro com o parquímetro, e pior que tinha mais 3 dias pela frente, e a cobrança começa bem cedo e ia até 23h ou meia-noite (já explico o porquê, tava rolando a Bauernfest)… foi um pesadelo para o orçamento.

Enfim, desagrados à parte, comecei a fazer os passeios “turistão”, para os principais pontos da cidade. Queria realmente conhecer a cidade imperial e me sentir naquela época em que a família real desfilava por ali, cheia de firula.

Antes de continuar, vou deixar um breve descritivo, da Wikipedia, sobre a cidade imperial:

• Período Imperial (1822-1889)

Em 1822, o imperador brasileiro dom Pedro I, a caminho de Minas Gerais pelo Caminho do Ouro, hospedou-se na fazenda do padre Correia e ficou encantado com a região. Adquiriu uma fazenda vizinha, a Fazenda do Córrego Seco, que passou a ser chamada Imperial Fazenda da Córrego Seco, onde pretendia construir um palácio.

Seu filho, dom Pedro II, em 16 de março de 1843, assinou um decreto imperial pelo qual determinava o assentamento de uma povoação (a ser formada com a vinda de imigrantes alemães) e a construção do sonhado palácio de verão, cuja pedra fundamental foi assentada pelo Imperador em maio de 1845, e que ficou pronto em 1847. Concebida pelo major Júlio Frederico Koeler, é tida como a segunda cidade projetada do Brasil (depois de Recife, projetada na época dos holandeses), sendo composta de um núcleo urbano – a cidade (hoje, o Centro), onde se encontravam o Palácio Imperial, prédios públicos, comércio e serviços.

• Palácio Imperial de Petrópolis em pintura de 1855

A partir de então, durante o verão, a cidade tornava-se a capital do Império do Brasil, com a mudança de toda a corte. Grande número de habitantes da cidade do Rio de Janeiro também se mudava durante o verão para Petrópolis para fugir dos surtos de febre amarela. Dom Pedro II governou por 49 anos e, em pelo menos quarenta verões, permaneceu em Petrópolis, eventualmente por até cinco meses. Em 29 de setembro de 1857, a localidade foi elevada à condição de cidade. Em 1861, foi inaugurada a primeira rodovia macadamizada do Brasil, a Estrada União e Indústria, ligando a cidade a Juiz de Fora. Em 1883, a estrada de ferro chegou à cidade por iniciativa do Barão de Mauá. Independentemente da época do ano, era em Petrópolis que moravam os representantes diplomáticos estrangeiros na maior parte do período imperial.

Curiosidades à parte, vamos às fotos e alguns detalhes dos lugares.

Logo que cheguei, fui procurar um lugar para comer, estava com bastante fome. Em pesquisa pelo TripAdvisor (eu acho), encontrei esse lugar bem bacana e estava bem avaliado, o qual recomendo, chamado Casa Pellegrini.

CASA PELLEGRINI

Cheguei ao hostel, fiz o check in e aguardei vagar quarto, pois havia chegado alguns minutos antes do horário (acho que uma meia hora). O jeito foi esperar um pouquinho.

HOSTEL VIN IMPERIAL

Embaixo do Vin Imperial tem um bar (que não faz parte do hostel). Foi bom para comprar água e bobeiras.

Logo que saí para bater perna, fui direto ao Palácio de Cristal para tirar umas fotos, mas estava todo cheio de gente organizando algum evento. Fiquei curioso e fui perguntar. Para minha surpresa, cheguei bem na época da Bauernfest, a segunda maior festa alemã do Brasil (atrás da Oktoberfest, em Blumenau SC), que dura duas semanas, com dança, música, comida, apresentações diversas. Havia muitas barracas sendo instaladas e já me programei para dar uma passada mais à noite.

PALÁCIO DE CRISTAL

Palácio de Cristal

BAUERNFEST

Quando cheguei a Petrópolis, para minha surpresa eu não sabia que estava rolando a Bauernfest. A Bauernfest é considerada a segunda maior festa alemã do Brasil, atrás da Oktoberfest em Blumenau. E acontece onde fica o Palácio de Cristal.

A Festa do Colono Alemão ou Bauernfest é um festival que ocorre em homenagem aos imigrantes alemães anualmente no mês de junho no município de Petrópolis, região serrana do estado do Rio de Janeiro. A Bauernfest ocorre desde 1989 no centro da cidade e é considerada a maior festa de Petrópolis, do estado do RJ, e considerada uma das maiores do Brasil. A festa conta com ranchos folclóricos, bailões, corais, bandas tradicionais – como a Banda Musical Germânica de Blumenau, concurso de chope a metro, comidas típicas como salsicha, chucrute, bebidas, como cerveja, doces como chocolate, etc. Em 2012, participaram 368.000 pessoas que gastaram R$ 55 milhões em 11 dias de festa e foram consumidas 7,5 toneladas de salsichão e 35 mil litros de cerveja.

Apfelstrudel (Torta de maçã). Uma delícia.

CATEDRAL SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA

Há um mausoléu na Catedral, onde se encontram os restos mortais de Dom Pedro II, e ao seu lado a sua esposa Imperatriz Tereza Cristina. Ao lado esquerdo do casal, encontra-se a princesa Isabel, sua filha, e a direita o Conde d´Eu marido da Princesa Isabel.

MUSEU IMPERIAL

O Museu Imperial, popularmente conhecido como Palácio Imperial, é um museu histórico-temático localizado no centro histórico da cidade de Petrópolis. (…) Está instalado no antigo Palácio de Verão do imperador brasileiro Dom Pedro II. O acervo do museu é constituído por peças ligadas à monarquia brasileira, incluindo mobiliário, documentos, obras de arte e objetos pessoais de integrantes da família imperial. (Wikipedia)

Na parte de trás do museu, há um salão onde ficam expostas carruagens da época imperial, utilizadas pela família real.

RAMPA PARQUE SÃO VICENTE

Essa rampa dá acesso a uma vista muito bonita, com vista para a Baía de Guanabara. Há uma rampa para saltos de parapentes, suponho, e é bom chegar final da tarde para apreciar um por do sol maravilhoso. Para chegar é bem fácil, colocando no GPS não tem erro.

RESTAURANTE PRINCESA ISABEL

Um restaurante aconchegante. Procurei no mapa e vi que serviam fondue. O preço é razoável e é muito bem servido. O rodízio foi muito bom. Vale a pena.

CASTELO DE ITAIPAVA

A cidade de Itaipava fica a 18 km de Petrópolis. Então é pertinho fazer um bate-volta e passar o dia. Antes de ir, conferi alguns passeios para fazer na cidade, mas o que me interessou mais foi o castelo. Na rodovia, saindo da cidade, há também a fábrica da Itaipava.

O castelo é uma propriedade privada, utilizada para eventos, como casamentos, e até pouco tempo era fechado para visitação. Sorte que já está aberto para o público e é bem baratinho para entrar e conhecer as instalações. Disseram que é o único castelo medieval da América Latina.

Idealizado pelo Barão J. Smith de Vasconcellos, o Castelo foi projetado e construído pelo renomado arquiteto Lucio Costa na década de 20, com materiais trazidos da Europa. Com características renascentistas e um toque normando clássico, o Castelo de Itaipava obtém o título de único castelo em estilo medieval da América Latina! Todo entalhado em pedras e recheado de vitrais majestosos, a imponente construção faz você voltar no tempo. Cada detalhe remete ao período medieval, desde lustres, móveis, tapetes e muito mais. Fonte: Site do Castelo

MIRANTE DO CRISTO

Às margens da rodovia que dá acesso à Petrópolis, é possível parar o carro e tirar algumas fotos da vista belíssima.

PARQUE CRÉMERIE

CEMITÉRIO MUNICIPAL DE PETRÓPOLIS

Quando visito uma cidade, às vezes dou um pulo no cemitério. Pode parecer estranho kkk mas é algo de que gosto fazer, porque podemos observar belas esculturas (assim como o La Recoleta em Buenos Aires e o Père Lachaise em Paris). Não foi algo que eu planejei ir, mas como passei bem na frente, achei interessante parar e tirar umas fotos, ainda mais por ser uma cidade imperial. Vai que eu pudesse encontrar algum túmulo famoso? rsrs E encontrei! Por exemplo, o túmulo do Marechal Hermes da Fonseca, que foi militar e político do Brasil, entre 1910 e 1914.

PALÁCIO AMARELO

O Palácio Amarelo localiza-se no centro histórico da cidade brasileira de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. Situado na praça Visconde de Mauá, constitui-se em um palacete, atualmente sede da Câmara Municipal de Petrópolis. A sua designação é tradicional, remontando ao final do século XIX, quando foi adquirido e adaptado para sediar a Câmara Municipal. (Wikipedia)

Essa época de junho deve ser a melhor para visitar a cidade, pois além da Bauernfest, há muitas feirinhas pela cidade. Essa feirinha faz parte de um “Circuito Petrópolis Eco Sol”, com barraquinhas de artesanato, artistas plásticos e comidas diretos de produtores locais, e estava instalada em frente ao Palácio Amarelo.

CASA DO IPIRANGA

Não cheguei a entrar e fazer a visitação, pois já estava meio cansado e ainda não estava aberto. Então passei e tirei uma foto. Mas o prédio é bem bonito.

A Casa da Ipiranga também conhecida como Casa dos Sete Erros ou ainda Mansão de Tavares Guerra e Casa Petrópolis, localiza-se na cidade de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Atração turística da cidade, o seu apelido decorre de pequenas diferenças entre os telhados e as janelas dos lados esquerdo e direito do seu alçado principal (fachada). Desde 2006 está aberta às visitas do público. (Fonte: Wikipedia)

PRAÇA 14 BIS

MUSEU SANTOS DUMONT

Nosso Pai da aviação morou em Petrópolis e ali se instalou durante muitos anos. A sua casa, que hoje é um museu, possui algumas de suas grandes invenções, cartas, objetos pessoais, entre outros.

Museu Casa de Santos Dumont, mais conhecida como A Encantada, está situado no município de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro, Brasil. A casa de Santos Dumont em Petrópolis é uma pitoresca residência incrustada em uma localidade íngreme na cidade construída em 1918.
A rua escolhida é hoje chamada de Rua do Encanto e, em Petrópolis, a casa foi apelidada como “A Encantada”. Foi construída com ajuda do engenheiro Eduardo Pederneiras. .

A casa possui algumas peculiaridades, como uma de suas últimas invenções que é o chuveiro com água quente, o único do Brasil àquela época, sendo aquecida a álcool, e também a escada externa onde se pode somente começar a subir com a perna direita, e a interna que se pode somente começar a subir com a perna esquerda, e a própria arquitetura da casa onde não é utilizada divisórias entre os cômodos. Na casa não há cozinha e Santos-Dumont ligava para o restaurante Palace Hotel entregar sua comida. Hoje existe a Universidade Católica de Petrópolis no local onde havia o restaurante. (Fonte: Wikipedia)

Na parte de cima do museu ainda tem um cineminha com um vídeo de duração de 10 minutinhos que conta a história de Santos Dumont, sua relação com a aviação, com a França, suas invenções e outros detalhes da sua vida pessoal. Vale a pena.

PALÁCIO RIO NEGRO

Em 1889, menos de três meses anteriores a Proclamação da República , o senhor Manoel Gomes de Carvalho, Barão do Rio Negro, comprou dos herdeiros da família Klippel o terreno onde ergueu o seu palácio de verão.

Já em fevereiro de 1896, o Palácio e a casa ao lado, pertencentes a um dos filhos do Barão, foram comprados por Joaquim Maurício de Abreu ao governo Estado do Rio de Janeiro para servir de sede e residência oficial do governante durante o período em que a cidade de Petrópolis tornou-se capital do Estado do Rio de Janeiro, quando em 1903 a capital retornou a Niterói.

Em 1903, o Palácio foi incorporado ao Governo Federal e passou a ser residência oficial de verão dos presidentes da República. Desde então, por ali passaram Rodrigues Alves, Afonso Pena, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás, Epitácio Pessoa, Artur Bernardes, Washington Luiz, Getúlio Vargas, Gaspar Dutra, Café Filho, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Costa e Silva. No verão de 1996/1997, quando o Palácio estava completando 100 anos na função de residência oficial do governo, a tradição foi reinventada. Através de um gesto ritual, a presidência da República voltou a se instalar no Palácio Rio Negro.

Foi no entanto, no Governo de Hermes da Fonseca, que o Palácio viveu talvez o seu momento mais brilhante, com a realização do casamento do Marechal Hermes com Nair de Teffé, então célebre não só por sua beleza como por sua inteligência, pois notabilizou-se por suas mordazes charges, que publicava na imprensa sob o pseudônimo de Rian. O seu mais assíduo frequentador foi o Presidente Getúlio Vargas, que nos 18 anos que esteve à frente do País, não deixou de passar um só verão em Petrópolis.

O palácio era usado mais frequentemente quando a cidade do Rio de Janeiro era a capital do Brasil. Desde a transferência da sede do governo para a capital do país, Brasília, a vinda de presidentes para o Palácio Rio Negro diminuiu drasticamente. O palácio não foi usado nas décadas de 1970 e 1980. O Presidente Fernando Henrique Cardoso, na década de 1990, retomou o uso do palácio para férias breves. Hoje, Palácio Rio Negro é raramente usado. (Fonte: Wikipedia)

CASA DA PRINCESA ISABEL

RUA SANTA TERESA

Essa rua é como se fosse a 25 de março de Petrópolis, conhecida pelas fábricas de roupas, muitas lojas com preços baratos. Como estava na época da Bauernfest, havia apresentações de rua rolando por lá.

PALÁCIO QUITANDINHA

O Palácio ou Hotel Quitandinha é um palácio brasileiro, localizado no bairro Quitandinha na zona sul de Petrópolis. Foi construído a partir de 1941 pelo empreendedor mineiro Joaquim Rolla, para ser o maior cassino hotel da América do Sul.

Em 2007, a parte administrativa do prédio – incluindo os diversos salões e áreas de lazer, com exceção dos apartamentos, que pertencem a particulares – foram adquiridos pelo SESC Rio, que passou a promover atrações culturais no local. A ideia era valorizar o espaço histórico-cultural, que por muito tempo ficou fechado.

A cidade estava em festa mesmo, e como fui em junho não poderia faltar festa junina. No Palácio Quitandinha estava rolando a festa junina do Sesc, havia muitas barraquinhas de comida e apresentações culturais.

OUTRAS FOTOS PELA CIDADE

Depois desses 3 dias, hora de voltar para o Rio, devolver o carro e pegar o avião de volta à Campo Grande.

Espero poder te ajudado com algumas dicas, caso esteja planejando ir a Petrópolis RJ. A cidade é muito aconchegante, gostosa de passear e possui um ar muito tranquilo. Preste atenção na dica se for de carro, que foi dito lá em cima, sobre o parquímetro, e se for em junho, poderá aproveitar a Bauernfest.

Até a próxima.

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