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Trem de Curitiba a Morretes PR, Serra do Mar (3 dias)

Caros amigos. O post da vez é sobre Curitiba e a cidade histórica de Morretes. A ideia principal da viagem era fazer o passeio de trem em Morretes, que eu já tinha vontade de fazer há algum um tempo, e de quebra aproveitei para conhecer um pouquinho a capital paranaense. Confira aqui comigo!

Aproveitei o feriado de 11 de outubro aqui em Mato Grosso do Sul (criação do Estado) com o do dia 12 (Nossa Senhora Aparecida), feriado nacional, que caíram numa quinta e sexta-feira, em 2018. Feriadão bão demais e pé na “tauba”.

Saí de carro cedinho por volta das 5h30, com um amigo saindo de Dourados, a 230 km de Campo Grande, com destino a Curitiba, pela BR 163 até Mundo Novo MS, adentrando em Guaíra PR. Passamos por Toledo, Cascavel, Guarapuava (BR 277), até chegar a Curitiba, depois de praticamente 900 km. Fizemos um trajeto um pouco mais longo e com muitos pedágios. A partir de Cascavel, gastamos uns 100 conto de pedágio até Curitiba. Achamos que o assalto nunca ia acabar e que teria feito a viagem só para pagar pedágio. Tudo bem, as rodovias são bem conservadas. Vamos lá.

Na volta resolvemos até pegar o trajeto norte, por Ponta Grossa e Umuarama, que, apesar de ter sido mais lento por conta de muitas curvas, passamos por no máximo 3 cancelas, e economizamos um pouco com isso.

 

Chegando a Curitiba, já no final da tarde, encontramos uma prima, que mora por lá, e resolvemos dar um rolê. Fomos a um bar, na Av. Vicente Machado. Gostei muito dessa região, com muita opção gastronômica de bares e restaurantes para todos os gostos e bolsos.

 

Voltamos ao hotel para dormir e cedinho partimos para a Estação Ferroviária de Curitiba, que é junto da Rodoviária, com destino ao nosso passeio principal: Morretes. E é claro, provar o tal do barreado. Tomamos um Uber, pois estávamos pertinho do centro.

Um pouco sobre Morretes:

 

Morretes é um município brasileiro na região litorânea do estado do Paraná. Sua população, conforme estimativas do IBGE de 2018, era de 16.366 habitantes.

Morretes é uma cidade histórica e rica em arquitetura colonial, com casarões antigos preservados, o que movimento o turismo local, além de possuir restaurantes que oferecem o prato típico da região: o barreado.

Até o século XVI, a região atual do município era território dos índios carijós, etnia indígena que ocupava a faixa litorânea brasileira desde Cananeia até a Lagoa dos Patos. A partir de 1646, com a descoberta de jazidas de ouro, a região passou a ser ocupada por mineradores e aventureiros provenientes da cidade de São Paulo. Em 1721, foi fundado, oficialmente, o povoado de Morretes. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Morretes 

O que mais achei legal de ter ido a Morretes foi, sem dúvidas, o trajeto de trem.

 

(…) “o passeio de trem Curitiba-Morretes tem um trajeto de 110km, cruzando a Serra do Mar e a Mata Atlântica preservada da região. Totalizando pouco mais de 3h, a viagem é feita em uma ferrovia com mais de 130 anos de história, que continua segura e apta pro passeio – e que também é usada por trens de carga. Durante a viagem, o trem “desce” de uma altura de 945 metros acima do nível do mar, altitude média de Curitiba, para menos de 10, em Morretes. A via foi construída no final do século XIX e tinha como objetivo passar pelas cidades de Paranaguá, Morretes, Roça Nova e Curitiba. Foram ao todo mais de 9 mil trabalhadores, para que no dia 02 de fevereiro de 1885 a ferrovia fosse inaugurada. O caminho passou a ser explorado pela Serra Verde Express em 1997, que desde então opera o “Trem da Serra do Mar Paranaense” com capacidade atual para 1.104 passageiros por passeio.” (Fonte: https://curitibaspace.com.br/viagem-de-trem-curitiba-morretes/)

Comprei os tickets pelo site da Serra Verde Express, que custou R$ 125,00 por pessoa, no vagão turístico, com serviço de bordo, lanchinho com bebida e guia local. Comprei uns 2 meses antes da viagem, para garantir o ticket, já que fomos em pleno feriado nacional, correndo risco de estar lotado. Mas foi bem tranquilo. O trem, como dito acima, tem capacidade para cerca de 1100 pessoas. Rolou um overbooking no nosso vagão, e com cara de tacho fomos realocados em outro, mas da mesma tarifa turística.

Você pode comprar o ticket, e consultar preços, no site da Serra Verde: https://serraverdeexpress.com.br/passeiocuritibamorretes. Pontos negativos e burocráticos: não consegui comprar diretamente pelo site. Foi necessário fazer uma compra prévia, aguardar o contato por e-mail e só depois enviar cópia do cartão de crédito, documentos pessoais, preencher um formulário com meus dados cadastrais, para enfim aguardar o retorno com o bilhete. Mas deu tudo certo. Talvez o site já funcione (ou não).

Antes de mais nada, para planejar seu passeio, é importante saber como será seu trajeto até a cidade. Há a opção de trem, de ônibus e também indo de carro pela estrada da graciosa. No site da Serra Verde, vendem opções de trem ida + volta, sendo a atração principal de retorno o pôr do sol. Quem optar por este trajeto, o retorno é por volta das 16h (checar no site). Mas para fazer um bate-volta de trem fica muito cansativo, e não aproveita tanto a cidade, a não ser que passe 1 noite em Morretes e retorne de trem no outro dia. Como o trajeto de trem demora 4 horas, resolvi ir de trem e voltar de ônibus (que durou só uma hora e meia). O trajeto da volta foi feito com a Viação Graciosa. Comprei o ticket também direto do site da empresa. Custou R$ 23,00 e retirei no totem na rodoviária local de Morretes. http://www.viacaograciosa.com.br/

Quem deseja conhecer a região por ali, não apenas Morretes, dá para ir até Antonina (que em dezembro de 2018 chegou a sensação térmica de 81ºC, de tanto calor. Socorro). É outra cidade histórica e há diversas opções de passeios, trilhas e outros.

 

Voltando ao trajeto de trem, a guia foi bem divertida e atenciosa, relatando fatos históricos da ferrovia e dos locais onde passávamos. Bem interessante. Vale a pena comprar o ticket com passeio guiado. Passamos por muitos locais lindos entre as serras, e o ápice foi a parte onde o trem passa apenas pelos trilhos, sem nada em volta, dando a sensação de estar flutuando (gerundismo), como a imagem da capa do post (fonte: Google Imagens).

 

Na verdade, no fundo do heart, não tive essa sensação flutuante. Nesse momento, a guia, já afoita, avisou a todos que passaríamos por esse trecho. Todos correram para o lado esquerdo. “É agora gente!!”. Só vimos nuvens. Estava nublado. Pena. Mas fica a dica e dê uma olhada na previsão do tempo. Quando fomos estava meio friozinho, mas não tivemos outra opção. Foi bem bonito.

 

Chegando a Morretes, já na hora do almoço, a fome apertou. Como é tudo pertinho, procuramos logo um restaurante para almoçar, pois a guia fez um alarde prévio dizendo que muitos já haviam feito reservas nos restaurantes e já estavam quase todos cheios. Não duvidei, pois imagina mais de 1.100 pessoas famintas à procura de um lugar para forrar o bucho. A cidade é pequena, então apertamos o passo em debandada. Após vislumbrar o local, não foi difícil encontrar um lugar para comer, havia muitos restaurantes, com muitas mesas disponíveis. Pois então.

Fomos provar o tal barreado, num restaurante chamado Empório do Largo. Foi-nos recomendado como o melhor barreado de Morretes. Um lugar muito bonito, à beira do Rio Nhundiaquara com uma vista encantadora. Não tivemos tanta surpresa com o prato típico. Acho que criamos bastante expectativa no tal do barreado. É praticamente uma carne de panela com farinha. Gostosinho. O garçom chegou com o prato principal, fez uma apresentação com o caldo do barreado e misturou a farinha num prato. Valeu a experiência.

 

Pós-almoço, após enrolar um pouco para descansar a barriga, fomos bater perna. A andança pela pequena cidade é rápida, pois, como disse, é bem pequena e dá para fazer tudo a pé pelo centro histórico, na rua General Carneiro. Visitamos as feirinhas e barracas espalhadas pela rua principal até repor as energias numa sorveteria. Já no final do dia praticamente almoçamos de novo (gordice sem limites, porque dieta eu faço em casa kkk).

 

Fomos rolando para a rodoviária. Retirei o ticket no totem da Graciosa. Tomamos o ônibus por volta das 17h, chegando a Curitiba após 1 hora e meia. Ao retornar para o hotel, não fizemos muita coisa. Resolvemos ir até aquela rua gastronômica, na Vicente Machado, para comprar algo para comer e descansar. No outro dia, saímos bem cedo para fazer o passeio turistão em Curitiba, como de praxe.

 
JARDIM BOTÂNICO
 
ÓPERA DE ARAME
 
PARQUE TANGUÁ
 
MUSEU OSCAR NIEMEYER (MON)
 
BAIRRO SANTA FELICIDADE

Ahh, este bairro ♥ !! eu gostei tanto desse lugar. Um bairro tipicamente italiano, com vários restaurantes e galerias coloniais, como a Vinhos Durigan, uma mistura de natal, com páscoa e todas datas comemorativas. Bem peculiar huahua.  Quero muito voltar, com mais tempo, e poder andar mais por lá! O restaurante Madalosso também fica ali pertinho. Um dos melhores restaurantes italianos aos quais já fui. Custo benefício super em conta, até mais que aqui em Campo Grande, com rodízio de massas com direito a drinks (batidinhas) no hall de entrada. O preço do rodízio foi de R$ 49,90, bebidas à parte, sem falar da decoração do lugar que é muito bonita, ao estilo italiano, com obras de pinturas no teto do salão. Ao lado de fora, há uma lojinha da Madalosso com vários itens de decoração.

 
RESTAURANTE MADALOSSO

Como dito acima, é um restaurante italiano. É o terceiro maior salão do mundo para receber as pessoas, sendo  o maior da América Latina.

“São 70 cozinheiras, 160 garçons, capacidade para atender mais de 4.600 pessoas ao mesmo tempo, 7.000 metros quadrados de área e estacionamento para 900 carros. Tudo isso deu ao Madalosso o título de maior restaurante das Américas pelo Guiness.” (Fonte: https://destemperados.clicrbs.com.br)

 

Certamente voltarei a Curitiba para conhecê-la melhor, pois é uma linda cidade, que respira qualidade de vida e sustentabilidade. Notei que por lá as pessoas têm maior preocupação com o meio ambiente do que em outros lugares que já passei, apesar dos problemas que qualquer grande cidade possui. Gostei bastante e espero uma próxima oportunidade! Se tiver dicas de lugares para ir, em Curitiba e região, pode deixar seu comentário abaixo.

Na volta para casa, como dito lá no comecinho, passamos por Ponta Grossa e Umuarama, o que nos rendeu uma economia com pedágios. O curioso é que na BR, próximo à Umuarama, vi no Google Maps um local chamado “Torre Eiffel de Umuarama”. Fiquei bem curioso e quis parar para ver. É a entrada de uma fazenda chamada Paris, com uma réplica da torre bem de fachada. Gente, sério. É bem parecida! Até me senti em Paris. #Parisguai.

 

Bom, fica a dica de mais uma experiência. Vale muito a pena fazer o passeio do Trem de Morretes. Tudo muito bonito, belas paisagens. Cidade fofinha, histórica, aconchegante. Certamente um dia farei de novo esse passeio.

Até a próxima!

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