Os Perigos do Excesso de Sal nos Alimentos

Os Perigos do Excesso de Sal nos Alimentos

Os Perigos do Excesso de Sal nos Alimentos

Primeiramente, sal, o tempero que não pode faltar na cozinha. Se não colocado sentimos sua falta e se for em excesso estraga a refeição, a verdade é que para muito o sal é o que dá sabor. Além disso esse condimento é importante para nosso corpo, já que possui sódio, que é responsável por ajudar a distribuir os líquidos corporais, permitindo o bom funcionamento do organismo. Porém, o consumo de sal em excesso faz mal para saúde, podendo causar problemas nos olhos, rins e até mesmo no coração. O consumo ideal de acordo com a Organização Mundial da Saúde é de apenas 5 gramas de sal por dia para um adulto, mas estudos indicam que o consumo de sal no brasil é em média 12 gramas por dia, prejudicando gravemente a saúde e aumentando as chances de parada cardíaca, cegueira e AVC.

Quais são as principais doenças causadas pelo sal?


• Hipertensão;
• Mau funcionamento dos rins;
• Envelhecimento precoce;
• Doenças autoimunes;
• Osteoporose;
• Alteração no paladar;
• Problemas de visão;
• Parada cardíaca;
• AVC.

Como evitar complicações causadas pelo sal?


É simples, sabemos que tudo em excesso faz mal, então para evitarmos complicações de saúde é necessário controlar o consumo de sódio por dia, evitando alimentos ricos em sal, como os industrializados, e optando por alimentos naturais e frescos, como legumes e frutas.Além disso, para evitar o acúmulo de gordura nas artérias, é fundamental beber bastante água e praticar atividade física pelo menos três vezes por semana.

E para quem já é hipertenso?


A recomendação diária de 5 gramas de sal por dia é segura para quem é saudável ou hipertenso, mas diminuir o consumo pode ser ainda melhor. Em todo caso, é necessário consultar um médico endocrinologista, que analisará cada caso e passará as orientações necessárias.

Existe sal saudável?

Devido ao conhecimento cada vez maior dos problemas do sal, algumas alternativas têm surgido no mercado. O problema é que nem todos os tipos de sal rotulados como mais saudáveis realmente o são. Além disso, não adianta você utilizar menos sódio na sua comida se vários dos seus componentes já vêm prontos do supermercado. Por exemplo, não é uma estratégia muito eficaz pôr pouco sal na água que vai cozinhar a sua massa, se o molho de tomate que você escolher já vem pronto e cheio de sódio. Como já referido, não é o sal que você acrescenta à comida o problema, mas sim a comida já previamente salgada que você compra. Portanto, a reeducação alimentar em relação ao sódio não deve se restringir ao tipo ou à quantidade de sal que você usa na hora de cozinhar. O tipo de alimento usado é tão ou mais importante.

Sal light

O chamado sal light, composto por cloreto de potássio (KCl), vem ganhando adeptos ao longo dos anos. Na verdade, o sal light não é cloreto de potássio puro, ele é uma mistura com cloreto de sódio, porque o gosto do potássio é muito azedo. Em geral, o sal light é composto por 50% de cloreto de sódio e 50% de cloreto de potássio. O sal light é uma alternativa válida ao sal de cozinha comum. Além de ter menos sódio por cada grama de sal, ele também possui potássio, que é um mineral que parece ter efeito protetor contra a hipertensão.

O grande problema do sal light é que ele é contraindicado em pacientes com insuficiência renal. Em geral, quem controla as concentrações de potássio no nosso sangue são os rins. Se ingerirmos mais potássio que o necessário, o excesso sai na urina. Os pacientes insuficientes renais, porém, não conseguem controlar bem o potássio sanguíneo e podem acabar desenvolvendo hipercalemia, que é o excesso de potássio na corrente sanguínea. A hipercalemia pode causar graves arritmias cardíacas.

É bom destacar que a hipertensão arterial pode causar insuficiência renal, mas a própria a insuficiência renal também pode levar à hipertensão. Portanto, não é incomum encontrarmos pacientes com as duas doenças ao mesmo tempo. Por isso, se você é hipertenso ou apresenta fator de risco para doença renal, dose sua creatinina antes de tomar suplementos que contenham potássio.

Sal marinho

O sal marinho é produzido através da evaporação da água do oceano ou da água de lagos de água salgada, geralmente com pouco ou nenhum processamento posterior. A composição mineral do sal marinho muda de acordo com o tipo de água que lhe dá origem. Os minerais presentes conferem a diferença de sabor, cor e textura em relação ao sal de cozinha. O sal comum de cozinha é o sal marinho que passa por um processo de refinamento para deixá-lo “mais puro”. Ou seja, o refinamento remove diversos minerais e deixa o sal apenas com cloreto de sódio. Após o refinamento, há adição de iodo e de aditivos antiaglomerantes, que mantêm o sal bem solto. A adição do iodo no sal de cozinha é regulamentada por lei, sendo uma eficaz estratégia para diminuir a incidência de hipotireoidismo por deficiência de iodo.

Ao contrário do que costuma ser propagado por várias fontes, a quantidade de sódio presente no sal marinho é apenas um pouco menor que no sal de cozinha. Isso ocorre porque a quantidade de minerais que não cloreto ou sódio presentes nesse tipo sal é muito baixa. É importante destacar que existem dezenas de tipos de sal marinho diferentes. A quantidade de sódio presente em cada um deles pode variar bastante. Há sais marinhos que possuem cerca de 86% de cloreto de sódio, enquanto há outros que são basicamente iguais ao sal de cozinha, com cerca de 98% de cloreto de sódio.

Sal de rocha

O sal de rocha é basicamente um sal marinho, mas em vez de ser extraído do mar ou de lagos, ele é obtido através de minas subterrâneas de sal que surgiram devido ao desaparecimento de mares e lagos que existiram nestes locais no passado.

Todas as ponderações feitas para o sal marinho no tópico acima valem também para o sal de rocha.

Sal rosa do Himalaia

O sal do Himalaia é basicamente um sal de rocha chique e caro, obtido em minas de sal do Paquistão. Sua cor mais avermelhada é resultado da maior concentração de ferro oxidado em sua composição. Como era esperado, as análises de composição do sal do Himalaia não revelam nenhuma grande diferença entre esse tipo de sal de rocha e qualquer outro tipo de sal marinho. O sal do Himalaia é composto basicamente de cloreto de sódio, possuindo quantidades mínimas de outros minerais, muito abaixo das necessidades diárias de um adulto.

Em relação ao ferro, a quantidade no sal do Himalaia é suficiente para torná-la mas rosado, mas está muito aquém das necessidades diárias do ser humano. Curiosamente, entre os vários tipos de sal marinho existentes, o sal himalaia não é nem de perto aquele com maior teor de ferro. O sal vermelho de Haleakala, extraído no Havaí, tem cerca de 80 vezes mais ferro que o sal do Himalaia. Portanto, qualquer afirmação de que o sal do Himalaia seja benéfico para saúde, indicado para hipertensos ou que seja rico em outros sais minerais importante é completamente desprovida de evidências científicas.

Conclusão

Por fim, é preciso reduzir o consumo de sal. Não há atalhos. Todos os tipos de sal contêm grandes quantidades de sódio. Não existe, portanto, sal saudável. Lembre-se, o maior inimigo da sua saúde não é o sal de cozinha que está na sua casa, mas sim o sal que já vem adicionado a vários alimentos comprados nos supermercados. Tenha especial atenção à embalagem e procure alimentos com baixo teor de sódio. Evite produtos processados, enlatados ou pré-preparados. Tenha também atenção às falsas propagandas. Um produto pode estar dizendo na embalagem que tem 30% a menos de sódio, mas se a quantidade total de sódio ainda for alta, essa propagada redução não tem valor algum, pois o produto continua sendo rico em sal.

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